Precisamos Falar Sobre Bullying

O que há alguns anos eram consideradas simples brincadeiras de crianças nos corredores escolares ganhou debates e até nome: bullying. Originário da palavra inglesa “bully” que significa literalmente valentão, o termo designa agressões físicas e psicológicas repetitivas praticadas por um grupo de crianças ou adolescentes contra um colega de sala.

O objetivo de escancarar o bullying não é coibir as brincadeiras que são saudáveis no relacionamento interpessoal das crianças, mas intervir quando essas práticas passam dos limites. Isso é importante porque os pequenos vivenciam experiências sociais que influenciarão a construção de sua personalidade principalmente dentro das escolas.

Bullying: prejudicial a todos os envolvidos

Geralmente, as crianças e adolescentes  expostos ao bullying são mais retraídos e inseguros, sendo que muitos possuem alguma particularidade física ou até mesmo pertencem a grupos religiosos, culturais ou étnicos que os diferencia dos demais. As agressões potencializam essas características e fazem com que eles isolem-se mais da convivência de outros colegas.

Apesar de algumas vítimas conseguirem superar o trauma e levar uma vida normal, outras tornam-se adultos depressivos e com problemas de relacionamento pessoais e profissionais. Em casos mais graves, pode acontecer abuso de drogas e álcool e até tentativa de suicídio.

Em situação totalmente oposta, os agressores têm uma boa autoestima, não apresentam problemas de aparência e estão entre os alunos populares da turma. Praticam o bullying simplesmente para se divertir e não se importam com as consequências dos seus atos.  Eles tendem a ser adultos que se valem de assédio moral no ambiente de trabalho e outras atitudes violentas. Porém, nem todos seguem essa regra. existem crianças que praticam bullying justamente por receberem esse mesmo tratamento dentro de casa ou com outros conhecidos. Nesse caso, é importante ver o exemplo que você tem dado aos seus filhos.

Papel dos pais e da escola

Os pais devem ficar atentos ao comportamento dos seus filhos e manter um relacionamento transparente, deixando-os à vontade para expor seus problemas. Explique que bullying não é algo normal e os ensine a se defender ou informar algum responsável em caso de agressões físicas ou morais. Para deixar as informações mais acessíveis, utilize livros como “O Clube dos Corta-Bullying”  que aborda o tema de forma mais leve e ilustrativa.

Quando perceber que as crianças não estão conseguindo se livrar sozinhas das agressões, é momento de pedir orientação profissional (de um psicólogo, do professor ou do coordenador pedagógico do colégio) e incentivar a participação em atividades que incluam esporte, artes e brincadeiras, ajudando os pequenos a cultivarem amizades e se sentirem aceitos.

O papel da escola é investir principalmente na prevenção por meio de discussões com todos os atores da cena escolar. Já os professores, que convivem diretamente com os alunos, devem observar o comportamento dentro da sala de aula e promover ações que estimulem o respeito às diferenças por meio de conversas e trabalhos didáticos.

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