A Importância da Estabilidade Emocional

criança tranquila

A estabilidade emocional é uma habilidade não cognitiva e uma das competências socioemocionais mais importantes que a criança só não pode como deve desenvolver desde pequena. Crianças emocionalmente instáveis tem dificuldade no aprendizado, já as estáveis perseveram nos estudos e conseguem lidar com professores e colegas mais facilmente. De acordo com a psicopedagoga Paula Furtado (que também é autora de diversos livros infantis) a literatura é de grande ajuda para as crianças entenderem e assimilarem suas angustias, o que faz com que se tornem mais estáveis.

A estabilidade emocional pode ser explicada como a capacidade de agir calmamente diante de desafios e responder bem a situações estressantes. Nas crianças, a instabilidade aparece na forma de birra constante, picos de raiva e a incapacidade de se autorrecuperar de uma frustração comum do dia a dia – enquanto a estabilidade se mostra na cordialidade com os colegas, atenção na sala de aula e calma ao realizar provas.

Diversos estudos norte-americanos mostram que a estabilidade emocional faz com que as crianças estudem mais, o que acaba levando-as a graduação, pós-graduação, etc. Se é isso que você quer para o seu filho, para de exigir soluções imediatas e invista na paciência e na perseverança.

Mais uma vez, o modelo dos pais é indispensável na formação de uma criança estável, uma vez que virtudes como temperança, resiliência, perseverança e autocontrole, que estão diretamente ligadas a estabilidade emocional, são trabalhadas através do modelo que se tem em casa e das experiências de vida. Outro fator que deve ser trabalhado já em casa é a frustração, aprender a se frustrar em casa é importantíssimo, pois é um ambiente seguro e onde a criança sabe que é amada.

As regras também são importantes na hora de manter essa estabilidade, elas ensinam as crianças o que podem ou não fazer e isso evita que fiquem pensando nisso toda hora. Também é importante dar a criança deveres e ensinar seus direitos, reagir mal ou fazer birra quando as coisas não saem como elas querem ou quando não ganham o que querem, é um traço marcante de instabilidade. As crianças devem ter limites e os pais devem ser os modelos quando se trata de ensinar as crianças a cumprir com as regras e com os deveres: se ela não podem faltar a escola para ir a um passeio, os pais também não podem inventar uma desculpa para faltar no trabalho.

Os pais também devem lembrar que as crianças sentem quando as coisas não estão bem, por isso, mascarar ou mentir a respeito de uma situação não vai ajuda-las. Perdas, frustrações, luto, a criança deve ser incluída em tudo e os pais devem explicar, de acordo com a capacidade de compreensão dos pequenos, o que está acontecendo. Não é preciso ter tanto receio de decepcionar ou deixar a criança chateada, é preciso, no entanto, que ela sinta que os pais estão ali para ampará-la e que continuaram a garantir o bom funcionamento da rotina, para que ela se sinta segura e saiba reagir bem, na medida do possível.

Uma dica para quem busca ajudar os pequenos na busca pela estabilidade é o uso de livros – como os da Todolivro. A ficção mostra as crianças que, assim como os personagens de suas histórias, ela também é capaz de enfrentar os problemas que aparecem. Ouvir ou ler as histórias ajuda a criança a trabalhar suas angustias.

Por fim, vale a pena ter em mente que ter estabilidade emocional não significa estar no controle de nossas emoções sempre, e muito menos reprimi-las (o que, aliás, é uma péssima maneira de lidar com os sentimentos, especialmente os pequenos). Assim como os adultos, as crianças também têm o direito de ficarem agitadas e expressar diversas posturas em situações extremas.

Tenha em mente a personalidade do seu filho e proporcione um ambiente seguro e confiante para que ele possa se desenvolver da melhor maneira possível.

Fonte: Educar para Crescer
Créditos da Imagem: Pezibear   Via: Pixabay

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