Finanças é uma área da vida que vai nos acompanhar por toda a nossa história. Mas é com a educação financeira para crianças que podemos dar os primeiros passos!
Afinal, desde pequenos somos incentivados a consumir, mas nem sempre somos ensinados a fazer isso da maneira correta.
Para entender um pouco mais sobre o assunto, separamos algumas dicas. Confira!
O que é educação financeira infantil?
A educação financeira para crianças é uma forma de ensinar aos pequenos o valor do dinheiro.
Os princípios básicos das finanças podem – e devem – ser ensinados logo cedo.
Muitos pais podem pensar que é cedo para tratar de assuntos tão importantes, que parecem ser preocupação apenas para o futuro.
Mas a verdade é que é possível adaptar o mundo das finanças para que as crianças entendam.
Com o tempo o conceito vai amadurecendo e as crianças chegam muito mais preparadas para enfrentar a vida financeira na fase adulta.
Qual a importância de ensinar educação financeira para crianças?
Com a educação financeira para crianças, elas passam a ter mais facilidade para lidar com dinheiro.
Sabemos que o assunto é problema para muita gente e causa de endividamento na vida adulta.
Por isso, aprendendo a lidar com isso desde cedo, de forma lúdica, o assunto vai se descomplicando e preparando a criança para o mundo.
Por meio da organização financeira é possível realizar sonhos, ter autonomia, obter poder de compra e melhorar o senso de responsabilidade e organização.
Então, descubra como começar a ensinar isso aos seus filhos!
Como ensinar educação financeira para crianças? 5 dicas para começar em casa!

1. Fale sobre o reconhecimento do valor do dinheiro
Comece ensinando o valor do dinheiro.
Não é difícil ver uma criança pegar uma moedinha de cinquenta centavos e achar que pode comprar um castelo.
Seria ótimo se pudéssemos fazer isso, inclusive, não é mesmo?
Mas brincadeiras à parte, aproveite os momentos da rotina para ensinar.
No mercado, por exemplo, pergunte o que a criança acha que uma nota de R$ 10 pode comprar.
Depois, vá mostrando o preço dos produtos. Mostre também o que uma nota de R$ 50 pode comprar.
Faça comparações, converse com a criança e, principalmente, escute suas dúvidas para descobrir o que mais você pode falar sobre o assunto.
2. Auxilie na compreensão sobre o que é necessário, supérfluo e desperdício
A gente sabe que comprar uma centena de balas é um item supérfluo, mas uma criança não.
Aos poucos, vá introduzindo esses conceitos e propondo algumas reflexões.
Confira algumas perguntas sobre educação financeira infantil, que você pode fazer ao seu filho na hora de propor uma reflexão:
- será que você precisa mesmo disso?
- o que você vai abrir mão para poder adquirir o item desejado?
- você tem dinheiro para comprar o que quer?.
Vamos a um exemplo!
Comprar um chocolate é ok. Mas comprar um chocolate atrás do outro é mesmo necessário ou é algo supérfluo?
Não seria melhor economizar para comprar um chocolate em outro dia e não gastar tudo de uma vez só?
É esse tipo de pergunta, que você pode propor para ela, e aos poucos, a própria criança vai refletindo sobre isso, sem que outra pessoa precise falar.
Ensine também sobre as coisas da casa e vá incluindo a criança nas finanças da família.
Fale o que é necessário dentro de casa (comidas como arroz, feijão), como fazer para economizar no dia a dia (até mesmo no consumo de água e luz, evitando desperdícios), etc.
Entender o orçamento familiar também é importante na educação financeira para crianças.
Leia também: Como trabalhar as emoções na educação infantil: Saiba a importância
3. Converse sobre metas e objetivos financeiros
Se o seu filho ganha mesada ou ganhou algum valor em dinheiro é importante que ele entenda o que ele pode comprar e o que ele precisa abrir mão.
Para isso, é possível propor as metas e objetivos financeiros. Por exemplo, guardar todo mês determinado valor para poder adquirir algo mais caro.
Ou então esperar e guardar mais dinheiro para comprar um item de maior qualidade ao invés de comprar uma versão mais em conta.
Lembre-se que é importante ajudar na reflexão, mas a escolha deve ser da criança.
É tomando as próprias decisões que ela vai entender as escolhas certas e erradas que fez com o dinheiro recebido.
Não é muito diferente da vida adulta, não é mesmo?
4. Reflita sobre poupar e investir para o futuro
Esse tópico vai de encontro ao que falamos acima.
A criança precisa entender que em certos momentos deixar de adquirir alguma coisa imediatamente para comprar no futuro pode ser mais vantajoso.
Isso porque ela estará acumulando dinheiro (principalmente quando falamos sobre mesada) para comprar com tranquilidade depois.

5. Dê um cofrinho para estimular a atividade
Juntar dinheiro em um cofrinho além de estimular a criança a começar a refletir sobre o assunto, ajuda a desenvolver a paciência.
Não é fácil encher um cofrinho, é necessário ter calma para ver as moedinhas aumentando pouco a pouco.
Mas quando finalmente isso acontece a sensação é ótima e é motivo de comemoração! Elogie e comemore com eles cada conquista.
Como a leitura pode ajudar na educação financeira para crianças?
Além de todas essas dicas, existem diversas atividades que podem ajudar a despertar o interesse das crianças pela educação financeira.
E uma delas é a leitura!
Por meio da educação financeira divertida é possível ensinar os pequenos de forma lúdica, com figuras, narrativas e lições de maneira leve e adaptada para cada idade.
Com os livros, fica mais fácil de a criança entender determinados conceitos, pois ela está visualizando como eles acontecem na prática por meio das histórias.
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Conclusão
A educação financeira para crianças pode ser desafiadora para os pequenos e mais ainda para os educadores.
Mas é importante começar desde cedo, pois ela ensina conceitos importantes que serão amadurecidos de acordo com cada fase da criança.
Crianças que aprendem educação financeira desde cedo se tornam adultos mais responsáveis pelas suas escolhas e objetivos.
E aí, o que achou do texto de hoje? Aproveite para conferir outros conteúdos no blog da Todo Livro e descubra ainda mais sobre a educação infantil!
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